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sábado, 15 de março de 2014

O Verdadeiro Punk Rock



O Punk Rock é um estilo musical revolucionário, guerreiro, fácil de ser tocado e polêmico, além da legião de posers que ele tem como filinhos de Papai pagando de Punks (lê-se Dado Dolabella), "Pop Punkers" (lê-se emos) e muito mais outros exemplos que posso citar. Primeiro vamos falar do Punk Rock, não o Pop Punk ou pseudo-punk, mas o verdadeiro punk. 
Te deixaria de alguma forma surpreso se eu lhe dissesse que o Punk Rock nunca existiu? Pois bem...
A ideia que temos do Punk Rock começaram na década de 70, marcado por pessoas com o intuito de chocar a sociedade e protestar de uma forma fácil, assim sendo, com música simples, de 3 a 4 acordes. Tudo começou com bandas até aí não consideradas punks, tais como New York Dolls (que é uma banda de glam), Stooges (que é hard), Ramones, MC5 (hard também), The Who (mais hard), Runaways (que é glam, ou hard, sei lá) etc. Até que esse punk deu origem a uma legião de bandas como The Clash (que é tipo um punk ska reggae), Sex Pistols (que é o que o punk mais tem : marketing), The Damned (que eram uns góticos que viram o punk crescendo e quiseram fazer dinheiro), U.K. Subs, Eddie and the Hot Rods (que é aquele Blues-Rock que toca em pub, mas por algum motivo chamam de punk), Buzzcocks (que dizem ser punk, mas eu sinto um New Wave), Wire (essa aí é simplesmente um punk rock com bordas de Pós Punk, traços de Rock Experimental e de Art Punk, bastante Rock Industrial, música eletrônica e industrial. Ou seja, um rock alternativo) e The Stranglers na Inglaterra; Stiff Little Fingers e The Undertones (essa aí parece tudo. Pop Punk, Power Pop, Pós-Punk, New Wake. Tudo menos punk) na Irlanda; The Dogs, Stinky Toys (essa banda acabou para os integrantes formarem o Elli et Jacno, uma dupla de eletrônica) e Métal Urbain na França; Male (a banda, não a capital das Maldivas) e Mittagspause (essa é puro Pós-Punk) na Alemanha; The Kids na Bélgica; Lama (versão finlandesa da U.K. Subs), Briard e Eppu Normaali na Finlândia; Rude Kids, Ebba Grön e Göteborg Sound na Suécia; Speedtwins (essa aqui eu jurava que era alemã) na Holanda; Radio Birdman e The Saints (uma banda de Pop Punk com influência de Blues, nada de Punk) na Austrália; e Restos de Nada (primeira banda de Punk do Brasil), AI-5 (Ato Institucional Número Cinco)Cólera (doença causada pelo vibrião colérico), Condutores de Cadáver e Garotos Podres (que é uma banda de skinheads, então é Oi!) no Brasil. 
Depois de um tempo, os punks se rebelaram politicamente, com ideais em comum. Punks eram simplesmente pessoas que odiavam o sistema e que tinham Anarquia como religião, ideologia e pensamento.

Apesar do New York Dolls ser uma peça-chave para o punk, era uma banda de Glam Rock com uma sonoridade simples e pouco protesto em suas músicas, além de uma influência óbvia do Hanoi Rocks. O fato do New York Dolls ser uma banda de Glam Rock, já te faz imaginar roupas com muito glitter, estampas de tigres, onças e zebras, cabelos compridos cheios de laquê, calças ultra-apertadas e muita maquiagem. O problema é que a banda (falar New York Dolls toda hora cansa) usava roupas de mulher mesmo, quer dizer, literalmente usavam calças, blusas, saltos, saias, no maior estilo Ru Paul. Claro que a banda deixaria esse estilo um pouco depois, se adaptando ao Glam comum, com as roupas que o Ratt, Cinderella e o Twisted Sister usam, ou seja, roupa feminina e masculina misturada, bem apertada e com estampa de oncinha. Mas foquemos na época extrema. Advinha quem era o empresário do NYD? Sim, ele mesmo. Malcolm McLaren. Com o tempo, McLaren percebeu que o figurino e o estilo dos Dolls estava ficando ultrapassado, então ele voltou pra Inglaterra e juntou os quatro integrantes para divulgar um novo estilo que vendesse bem em sua loja, Let it Rock, inaugurada em 71. 
Ah, eu cheguei a comentar que Malcolm era um estilista? Então, ele era. Assim como o New York Dolls, o Sex Pistols era um manequim para a divulgação do trabalho de Malcolm. 
E sabe como Malcolm escolheu os integrantes do Pistols ? Eram simplesmente quatro frequentadores de sua loja. Ele só juntou os integrantes, incorporou o visual com influências de seu tempo com os Dolls, em New York, colocou alguns toques de Vivienne Westwood, sua esposa, e incorporou aquele som que estava vivenciando, mas com um tom mais político, e rodeado por protestos, a fim de causar muita polêmica e, consequentemente, muita divulgação de Malcolm.
Ok, estava tudo pronto, a banda tem um visual e já tem o som, mas e a divulgação, comofas ? Pois bem, imagine, são 17h em Londres, hora do chá, e em um nacionalmente conhecido programa de TV, os integrantes do Sex Pistols aparecem, e Johnny Rotten simplesmente diz "fuck off". Pode parecer bobeira, mas foi a primeira vez que se disse isso em rede nacional. Assim sendo, o gatilho foi apertado, toda imprensa britânica grudou no grupo "punk".

Nem preciso falar de como o movimento chegou no Brasil, certo? Foi muito abafado pela porrada que eles recebiam da polícia e dos skinheads. Ou você já viu algum punk bater em um skinhead? Não, isso não acontece. O fato é simples, os punks se preocupam em propagar suas ideias de liberdade total e destruição do capitalismo, se preocupam muito em estética, para ter um visual de quem parece não se preocupar, se preocupam em trabalhar pra fazer um som simples e foder seus cabelos com moicanos irlandeses. Já de skinheads existem vários. Por exemplo, os Suedeheads se preocupam com visual, os White Powers se preocupam em propagar a supremacia branca, os Naziskins se preocupam em propagar o neonazismo, os Trad Skins se preocupam em ouvir ska, ver futebol e beber cerveja, os Redskins se preocupam em propagar o comunismo, os SHARPS se procupam em arrumar uns machos propagar o anti-racismo, os Carecas se preocupam em propagar o conservadorismo. Mas em si, tirando alguns Trads, Suedeheads e os Sharps e Reds, a maioria só tem uma coisa em comum além da estética, o amor por bater em punks.

HardCore Punk
Para o Punk não acabar ele evoluiu para um gênero mais pesado, rápido e agressivo (assim como o Heavy Metal evoluiu para o Thrash) que se chamou Hardcore Punk nele havia bandas como Suicidal Tendencies (que virou Crossover depois), Germs, GG Allin, Black Flag, Middle Class, The Adolescents, Suicidal Tendencies, Vicious Circle, Dead Kennedys e Raimundos no Brasil. Mas infelizmente do Hardcore Punk nasceram gêneros inúteis como o Nitendocore (lê-se Hardcore com sons eletrônicos) e gêneros emos como Hardcore Melódico (lê-se bandas de emocore que não se assumem). 

Sub-Gêneros
Hardcore Punk : Nasceu do Punk Rock, é uma versão mais agressiva e mais pesada do Punk Rock, começou no final da década de 70.
Banda Indicada : Suicidal Tendencies
Oi!/Street Punk : Foi o revivalismo do punk rock dos anos 1970. Tinha temáticas realistas e críticas. Começou no final dos anos 1970 com bandas como o Sham 69 e o Cockney Rejects. Foi o estilo tomado pelos Skinheads, tanto os mais tradicionais, quanto os mais supremacistas. 
Banda Indicada : Skrewdriver
Anarco-Punk : Um Punk Rock onde a ideologia, religião e o mundo é a anarquia. É só mais um sub-gênero lírico, que só se diferencia dos demais pela letra.
Banda Indicada : Oi Polloi
Crust Punk : O som do Grindcore com menos influências do Thrash e do Hardcore Punk, e letras anarquistas.
Banda Indicada : Amebix
Psychobilly : Fusão entre Rockabilly e Punk Rock, letras típicas do Rob Zombie Horror Punk, tais como filmes de terror, zumbis, mortes, guerras, sexo e drogas.
Banda Indicada : The Cramps
Crossover Thrash : Mistura de Thrash Metal com Hardcore Punk.
Banda Indicada : D.R.I.
Grunge : A mistura entre Heavy Metal e Punk Rock, com cantores de vozes desafinadas e que lembram um pouco bandas como Sex Pistols e The Clash. Tudo começou com a Nirvana na década de 90.
Banda Indicada : Nirvana todo mundo conhece, então vai o Pearl Jam mesmo.
Pop Punk : A clara mistura dos gêneros Pop e o Punk Rock. Odiada pelos punks, esse gênero é bem comercial,  que só é degustada por emos, adolescentes ou skatistas. Suas letras falam de qualquer coisa que tenha haver com a adolescência, tal como drogas, bebida, festas, skates, garotas etc.
PS : Bad Religion não faz parte do Pop Punk
Banda Indicada : ...
Hardcore Melódico : um subgênero do hardcore punk que surgiu no início da década de 1980. Utiliza elementos característicos do hardcore punk tradicional, como tempo acelerado, guitarras distorcidas e músicas de curta duração, mas seus arranjos são mais elaborados e claramente distinguíveis, se aproximando mais da sensibilidade pop do que o estilo original. Outro gênero que não tem nada de Punk. 
PS : Bad Religion não faz parte do Hardcore melódico
Banda Indicada : Hahahahaha! Até parece [2]
Pós-Punk : É só outro nome pra rock alternativo
Banda Indicada : The Cure
Skate Punk : Sub-gênero inútil, são só bandas de punk rock ou Hardcore Punk (ou pop punk) que skatistas ouvem como 7 seconds,  The Adolescents, Agent Orange, U.S. Bombs,Circle Jerks, Suicidal Tendencies, Minor Threat, Grinders, The Briefs, Charlie Brown Jr, Black Flags etc.
Banda Indicada : Suicidal Tendencies
Screamo : Isso nem é um gênero, é um estilo vocal, geralmente é usado em sonoridade Metalcore ou Hardcore Melódico.
Banda Indicada : ...
Post-Hardcore : Na verdade Post-Hardcore é apenas um caldeirão de outras bandas de Emocore que não se assumem, como Screamo por exemplo.
Banda Indicada : ...
New Wave : Era pra ser algo puxado para o Punk, mas as bandas de New Wave decidiram virar independentes  e misturaram música eletrônica musica experimental, mod, disco, e até pop rock. Ou seja, de Punk não tem nada.
Banda Indicada : ...

sábado, 15 de dezembro de 2012

R.I.P. Para mim

Bom, sem muito tempo para poder postar, com muitos blogs funcionando o mesmo tempo, fica bastante difícil de poder postar constantemente no blog. Sempre fui muito fã do O Headbanger, mas ficar meu nome ali, quando eu fiz somente uma post não é justo, então a partir de agora estarei me desligando permanentemente deste blog.

R.I.P. WiTcHhUnTeR

terça-feira, 12 de junho de 2012

Resenha : Ride The Lightning - Metallica

Bom , essa é uma resenha originalmente feita por mim e postado em um outro blog , o The Monsters of Rock , porém a opinião é minha e foi eu quem fez, então vamos lá :
 Bom , tudo começa com a música mais rápida do álbum , porém não a melhor .Fight Fire With Fire , caracteriza muito o Thrash Metal por ter o mesmo riff sendo reptido a música toda , hehh . A tematica desse álbum é MORTE . Por causa que na época o Metallica teve todo seus instrumentos roubados , inclusive a guitarra dada pela mãe de James , ja morta na época .
Logo depis uma música composta por Dave Mustaine (alias , Dave saiu antes do Kill 'Em All ser lançado , e teve música dele que foi para o álbum seguinte , muito estranho , mas ...) Ride The Lightning uma das melhores , talvez a melhor do álbum , por seu riff pesado e rapido , ótima mistura .
For Whom The Bells Tolls , assim como Anasthesia (Pulling Teeth) que mostra todo o potencial de Cliff Burton , considerado por mim , empatado com o Steve Harris os melhores baixistas de todos os tempos
Fade to Black , ótima música ,  na qual é uma das minhas favoritas da banda , principalmente desse álbum .
Também com um grande riff no meio da música , o que não aparece n inicio da música ,mas ainda a música é ótima .
Trapped Under Ice , a música mais difícil de se tocar na bateria , pelomenos o que eu pude perceber no show "Orgulho , Paixão e Glória . Três noites na cidade do México " , que eu até já coloquei pra download aqui no blog , no comecinho .
Escape , a música mais desconhecida do álbum , ou do Metallica . Com uma sonoridade mais leve , parece um pouco de Heavy , porém no resto da música vira bem thrash , e eu recomento essa música e esse álbum todo .
Creeping Death , que está presente em todos os show do Metalica que eu ja vi , que são muitos tá .Também com uma tematica de mrte . Que fala sobre a morte do primogênio , que está na biblia .
The Call Of Ktulu , composta também por Dave Mustaine , também música ótima , porém é instrumental , por isso que não é tão legal de se ouvir .
NOTA : 10.0

sábado, 2 de junho de 2012

Chegada de mais um Headbanger

Bom , muito obrigado por essa chance , meu nome é Guilherme , e serei o mais novo membro desse grande blog que fala de somente o que importa , ROCK . Bom , no momento tenho 3 blogs contando com esse :
The Monsters Of Rock  e Discografias de Metal . Sendo um grande fã do blog , e com muito tempo vago , resolvi me candidatar a novo postador aqui desse blog . Deixe eu falar um pouco de mim , sou um cara muito novo (não irei revelar a minha idade) , prestem atenção a isso , a idade mental  zuera . Curto muitos estilos derivado do bom e velho rock , como o Punk , Hard Rock , Nwobhm , Heavy Metal , Doom Metal , Power Metal (no qual se consagrou o Angra , uma das minhas bandas brasileiras favoritas) , Death Metal , um pouco de Black Metal , porém o que eu mais curto é o THRASH METAL . Bom , naverdade essa post era somente para a minha apresentação , até mais .

domingo, 1 de abril de 2012

Analise : Black Sabbath - Vol.4

Muito tempo sem postar deixa a gente frustrado. Fiquei fora um tempo voando em um universo entre estudos, livros e música demais para lembrar do blog, mas em fim resolvi que o blog merece mais posts e ao menos uma resenha por mês. Impressionante pensar que em um blog sobre heavy metal não tenha nenhuma resenha da banda que iniciou esse estilo. Entre os discos que ouvi do Black Sabbath é difícil escolher o melhor deles, mas decidi que para uma resenha, Vol 4 é perfeito. É um disco essencial para qualquer headbanger, é ótimo para apresentar o Black Sabbath e é um disco onde a banda faz uma experimental perfeita, a banda soma um heavy metal único, porém clássico, com um rock progressivo bastante original e técnico.
Indo para um parte mais teórica, o nome do disco era para ser Snowblind, uma referencia ao uso de cocaína, porém a gravadora impediu e assim veio o nome bastante "original" : Vol.4.


O disco abre com psicodelia a mil, Wheels of Confusion/The Straightene é sem dúvidas uma das melhores músicas de todo o disco e uma ótima aposta para inicia-lo. O disco faz uma grande aposta progressiva e vícia o ouvinte para o disco que está por vir. Mesmo com um progressivo nunca visto antes no Black Sabbath ele não diminui a potencia de Iommi e seus riffs. Das letras nem se fala, uma das melhores composições do Sabbath nessa época, a música fala sobre mentiras, verdades, ilusões, amor e tudo mais.


Tomorrow's Dreams é uma faixa simplesmente brilhante, apesar de não ser um grande hit da banda é uma das minhas favoritas do Sabbath. O riff dessa música é simplesmente único, mas não é apenas Tony Iommi que se destaca nessa música, nosso querido Geezer age melhor do que ninguém na linha do baixo nessa música, simplesmente épico.


O piano e os sintetizadores em primeiro plano detonam na balada Changes, uma das músicas mais interessantes desse disco é até ridicularizada por alguns "fãs" da banda simplesmente por ser uma balada. Baladinhas movem o mundo da música, essa música foi essencial para formar a base desse magnífico disco. A importância dessa música para o disco é indiscutível, embora pareça uma boba canção de amor não há como negar o respeito que merece. Seguindo essa linha de músicas que os fãs não dão bola vem FX, uma introdução instrumental com uma atmosfera insegura que abre portas para a ovacionada Supernaut uma das favoritas dos fãs nesse disco. Essa é uma música que mostra que heavy metal também pode ser "colante", essa música apresenta o riff mais "chiclete" de todo o disco, mas isso pode não ser ruim pelo fato de que é uma das melhores do disco. Os vocais (mentalmente) transportam o ouvinte para um novo universo musical, simplesmente perfeitos. O solo não deixa a desejar, o riff é simplesmente brilhante, dos vocais nem se fala, a bateria simples e rápida mostra a habilidade de Bill Ward. Em suma a melhor do disco fica entre essa e a próxima.


Snowblind é o hit do disco, as vezes censuradas em rádios por seu tema (uso de cocaína) a música mostra um single único unindo uma bateria melódica e lenta sem deixar de ser potente e extravagante, o melhor solo do disco, um riff excelente e um baixo técnico e bem feito, a minha faixa favorita de todo disco. Seguindo a linha das melhores temos a faixa mais pesada do disco, Cornucopia. Ela fala sobre desvalorização humana, uma das melhores composições de todo o disco. Apresenta uma certa mudança a cerca de 2:15.


Laguna Sunrise é outra faixa instrumental, mas de fato em melhor performasse, principalmente de Tony Iommi. Uma música de quase três minutos bem trabalhada, maior do que as instrumentais costumam ser, e simplesmente linda. Isso segue com a rápida, extravagante e precisa Sr. Vitus Dance unindo uma bateria simples, vocais melódicos, um baixo bastante técnico e riffs precisos e muito rápidos. A música segue uma linha como entre "Paranoid" e "Master of Reality".


Para finalizar temos a brilhante Under the Sun/Every Day Comes and Goes, uma das minhas favoritas de todo disco, principalmente por seu riff e composição. A música é totalmente heavy metal, simplesmente tem o melhor riff de todo o disco, além de um dos melhores solos também. Uma música sem dúvida perfeita por inteiro. A música critica pregações teístas (principalmente cristãs) e religiosos fanaticos, e defende a liberdade de expressão e a livre vontade humana sem necessitar de um (ou mais) deuses ou qualquer força divina.


Com músicas extravagantes e clássicas, Vol. 4 se consolidou como mais um disco essencial para qualquer fã de heavy metal. Apesar de nenhuma das músicas bombarem ou se tornarem hits da banda, não há do que reclamar. Elementos novos como sintetizadores e progressividade nos preparam para o que vinha pela frente - Sabbath Bloody Sabbath onde se exploram muito mais esses elementos. Um experimento para a banda que sem dúvida deu mais certo do que o imaginado, a banda conseguiu dosar bem os níveis de progressivo e heavy metal. Um disco obrigatório para qualquer um.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Retrospectiva 2011 : Discos do Ano (parte 1)

2011 acabou e então que tal relembra-lo com uma retrospectiva ? A respeito de notícias aconteceram milhares de coisas, como por exemplo os playboyzinhos alunos da USP invadindo a reitoria, o câncer do Lula, enchentes e deslizamentos no Rio, tsunami no Japão, a suposta morte do Bin Laden, tiros em Realengo, tiros na Noruega, a primeira presidente mulher do Brasil, o Flamengo comprando Ronaldinho Gaúcho e muito mais. 
Pro metal o ano não foi nada mal, também tivemos lançamentos brasileiros como os de Sepultura, Comando Nuclear e Krisiun que fizeram o que não conseguiam a muito tempo ou melhoraram nesse disco. Tivemos Megadeth de volta à suas raízes, parceria do Metallica e Lou Reed, disco do Trivium e discos de Stratovarius e Hammerfall que mudaram a visão do Power Metal de quem os ouviu.


Banda : Sepultura
Disco : Kairos

Gênero : Thrash Metal


Sobre a banda : Sepultura é uma banda de Thrash Metal... Espera aí! Você não conhece o Sepultura ? Como assim você não conhece o Sepultura ? Bem, Sepultura é simplesmente a banda mais conhecida do Brasil, disputando com Angra sucesso no exterior. Sepultura foi a única banda de Metal a misturar o Thrash Metal do grupo com sons de macumba que as tribos brasileiras usam em um disco.
Sobre o disco : Kairos mostrou apenas que o Sepultura não morreu e que fez um disco comparável ao clássico Arise. Kairos remete a um som mais pesado e cru do que seus antecedentes, sendo ótimo para apresentar o Sepultura a novos Metallers. O disco conta até com duas faixas bônus e cover do Ministry. Podemos facilmente dizer que é o melhor disco da fase Derrick Green! Destaque para as faixas Spectrum, Kairos, Mask, Relentless e Embrace the Storm.
Gravadora : Nuclear Blast
Track List :
01 - Spectrum
02 - Kairos
03 - Reelentless
04 - 2011
05 - Just One Fix (cover do Ministry)
06 - Dialog
07 - Mask
08 - 1433
09 - Seethe
10 - Born Strong
11 - Embrace the Storm
12 - 5772
13 - No One Will Stand
14 - Structure Violence
15 - 4648
Faixas Bônus
16 - Firestarter (cover do The Prodigy)
17 - Point of No Return


Banda : Amon Amarth
Disco : Surtur Rising
Gênero : Viking Metal, Death Metal Melódico


Sobre a banda : Amon Amarth é simplesmente uma das bandas mais importantes do Viking Metal mundial. Na minha opinião Amon Amarth, Týr e Turisas, são as melhores bandas do estilo Viking Metal. O Viking Metal melódico e agressivo deles agrada qualquer metaller e faz qualquer um pensar : "Pesado é apelido!".
Sobre o disco : O disco foi lançado em março de 2011 e já podemos dizer que é um dos melhores discos do grupo, até os que não curtem o estilo ficaram surpresos com a instrumental e com o famoso vocal da banda. Já abrem o disco com ótimas músicas melódicas e muito agressivas. Disco cheio de porradaria, impossível ouvi-lo inteiro sem balançar a cabeça! 
O disco conta com covers do Accept, KISS e System of a Down nas faixas bônus! 
Destaque para as músicas Destroy of the World, War of the Gods, Slaves of Fear, Live Without RegretsThe Last Stand of FrejWrath of the Norsemen e Doom Over Dead Man.
Gravadora : Metal Blade
Track List :

01 - War of the Gods
02 - Töck's Taunt: Loke's Treachery Part II
03 - Destroyer of the Universe
04 -Slaves of Fear
05 - Live Without Regrets
06 - The Last Stand of Frej
07 - For Victory or Death
08 - Wrath of the Norsemen
09 - A Beast Am I
10 - Doom Over Dead Man
Faixas Bônus :
11 - Balls to the Wall (cover do Accept)
12 - War Machine (cover do KISS)
13 - Aerials (cover do System of a Down)


Banda : Iron Maiden
Disco : From Fear to Eternity
Gênero : Heavy Metal


Sobre a banda : Obviamente você já conhece a Iron Maiden, certo ? Caso não conheça, você está no site errado. Iron Maiden é simplesmente a banda mais conhecida do Heavy Metal mesmo não tendo o criado. Mas para definir Iron Maiden é só mesmo dizendo que Iron é Iron. Com seus super lançamentos de ótimos discos, com sua rara troca de integrantes, com 'Eddie' - mascote da banda - em cada disco mais tosco, com seu novo estilo "progressivo", Iron Maiden é uma banda única.
Sobre o disco : As bandas clássicas adoram ganhar dinheiro, e pra não precisarem de trabalho, só regravam suas músicas. Pois bem, não tem como ser ruim um disco só com os maiores sucessos da Iron desde a década de 90, certo ? Talvez foi nisso que a banda pensou quando lançou um disco com sucessos dos discos como The Final Frontier, Brave New World, Fear of the Dark e  No Player for the Dying por exemplo.
Nem é necessário destacar músicas deste disco mas tudo bem... 
Se destacam Holy Smoke, Be Quick or be Dead, Tailgunner, Comming Home, The Wicker Man, Dance of Death e Brave New World.
Gravadora : EMI
Track List : 
Disco 1 :
01 - The Wicker Man
02 - Holy Smoke
03 - El Dorado
04 - Paschendale
05 - Different World
06 - Man On The Edge (ao vivo)
07 - The Reincarnation of Benjamin Breeg
08 - Blood Brothers
09 - Rainmaker
10 - Sign of the Cross (ao vivo)
11 - Brave New World (ao vivo)
12 - Fear of the Dark (ao vivo)

Disco 2 :
01 - Be Quick or Be Dead
02 - Tailgunner 
03 - No More Lies
04 - Coming Home
05 - The Clansman (ao vivo)
06 - For the Greater Good of God 
07 - These Colours Don't Run
08 - Bring Your Daughter... to the Slaughter
09 - Afraid to Shoot Strangers
10 - Dance of Death
11 - When the Wild Wind Blows


Banda : Machine Head 
Disco : Unto the Locust
Gênero : Thrash Metal


Sobre a banda : Machine Head é uma das melhores bandas de metal da atualidade, liderada pelo guitarrista e vocalista Robb Flynn vem conquistando fãs ao redor do mundo inteiro com seu Thrash/Groove Metal de primeira. A banda tem oito discos e um DVD e uma história cheia de Rock and Roll e até Metallica está no meio dela.
Sobre o disco : Lembra da época do Thrash ? Discos excelentes, shows perigosos, rodinhas de mosh, riffs marcantes. Isso está de volta agora com o novo disco do Machine Head. 
O disco é único, cheio de faixas longas, rápidas, agressivas, criativas, melódicas e marcantes. A abundância de solos feitas pelo par de guitarras da banda dá uma marca própria à todas as faixas. Faixas únicas que unem tudo quanto é tipo de peso. Anota aí, 2011 já tem seu melhor disco. Nota 10!
Destaque para I Am Hell, Locust, Who We Are, This is the End e Darkness Within.
Gravadora : Roadrunne
Track List :

01 -I Am Hell (Sonata in C#)
02 - Be Still And Know
03 - Locust
04 - This Is the End
05 - Darkness Within
06 - Pearls Before the Swine
07 - Who We Are


Banda : Megadeth
Disco : TH1RT3EN
Gênero : Thrash Metal


Ficheiro:Megadeth TH1RT3EN Cover.jpg
Sobre a banda : Megadeth é uma das melhores bandas de Thrash Metal atuais e está presente no Big Four Thrash. 
A banda foi formada quando Dave Mustaine foi expulso da Metallica por problemas com drogas, bebidas, comportamento violento e brigas. Assim Mustaine forma a Megadeth que hoje já conta com treze discos, Dave sempre esteve com ódio de todos da banda porém hoje em dia ele já fala com os membros da banda (e deveria estar no novo disco do Metallica ao envés de Lou Reed) e participou do filme Some Kind Of The Monster. 
Sobre o disco :  Mesmo que TH1RT3EN não tivesse a agressividade, velocidade e criatividade dos seus dois anteriores passa longe de ser um disco sem criatividade ou parecido com discos como Risk e Cryptic Writings (que não tinham nada de Thrash, eram discos de Hard Rock) . Th1rt3en mostra um Megadeth de volta à suas raízes com muitas novidades como por exemplo a volta de Ellefson. O disco conta com ótimos riffs e solos feitos por Chris Broderick - que é com certeza o melhor guitarrista que já passou pelo Megadeth - e também conta com ótimas passagens de bateria por conta de Shawn Drover. Destaque para Public Enemy no. 1, Whose Life (is It Anyways ?), Guns, Drugs & Money, Never Dead, We The People, New World Older, Black Swan e 13.
Gravadora : Roadrunner
Track List :

01 - Sudden Death
02 - Public Enemy No. 1
03 - Whose Life (Is It Anyways?)
04 - We the People
05 - Guns, Drugs & Money
06 - Never Dead
07 - New World Order
08 - Fast Lxane
09 - Black Swan
10 - Wrecker

11 - Millennium of the Blind
12 - Deadly Nightshade
13 - 13


Banda : Trivium
Disco : In Waves
Gênero : Metalcore, Thrash Metal




Sobre a banda : Trivium surgiu no final do ano 1999 como um dos nomes mais conhecidos do Metalcore mundial. Discos como "Ascendancy"(2005) e "The Crusade"(2006) foram fatores essenciais para popularizar e consolidar o Sub-Gênero do metal. Trivium com diversos discos foi se tornando uma das bandas mais interessantes do metalcore mundial.
Sobre o disco : In Waves, o quinto disco da banda, a banda mostra mais maturidade e evolução tanto por parte instrumento quanto é claro pela parte dos vocais, sendo que Matt Heafy segue trocando durante o seus vocais disco desde Guturais até vozes limpas. Apesar disso não consigo gostar do vocal gutural da Trivium, eu acho muito... "Gloria" (sem ofensas).
Vemos facilmente no disco que a banda pega diversos elementos do Metalcore, Thrash Metal e do Metal Clássico para construir uma personalidade excepcional e com uma sonoridade mais do que única fazendo-o pensar por horas de que estilo se trata. 
A banda ainda regrava a música Slave New World do Sepultura, ótimo cover.
Destaque para In Waves, Inception of the End, Watch the World Burn, Black, Built to Fall, A Grey so Dark e Chaos Reigns.
Gravadora : Roadrunner Records
Track List :
01 - Capsizing The Sea 
02 - In Waves
03 - Inception Of The End
04 - Watch The World Burn
05 - Dusk Dismantled
06 - Black
07 - Built To Fall
08 - Caustic Are the Ties That Bind 
09 - A Skyline's Severance 
10 - Forsake Not the Dream
11 - Chaos Reigns
12 - Of All These Yesterdays
13 - Leaving This World Behind
Faixas Bônus :
14 - Chaos Reigns
15 - Of All These Yesterdays
16 - Leaving This World Behind
17 - Shattering The Skies Above
18 - Slave New World (cover Sepultura)




Banda : Stratovarius 
Disco : Elysium
Gênero : Power Metal, Progressive Metal


Sobre a banda : Stratovarius é uma das mais conhecidas bandas de Power Metal mundial, apesar disso a banda adiciona normalmente progressividade ao seu som juntamente com um tanto de Metal Neoclássico que é uma das coisas que eu admiro na banda. A alguns anos Timo Tolkki resolveu deixar a banda e seguir em carreira solo e então entrar para a conhecida banda finlandesa Symfonia.
Sobre o disco : Elysium é o segundo disco da Stratovarius sem Tolkki e mesmo assim fez um grande som. No disco podemos ver facilmente um Power Metal clássico de volta à suas raízes com pequenas essências de Progressive Metal e alguns elementos de Metal Neoclássico tornando-a assim uma banda não apenas complexa mas também única. 
A banda não se limitou a fazer um Power Metal comum e com todas as regras necessárias sendo seguidas, nem deixou que o peso atrapalhar a melodia ou a influência lírica. A banda deixou o peso sobe medida, sem mais nem menos. Timo Kotipelto é ótimo vocalista comparável até a Tolkki, prevaleceu de pé sem vacilar em nenhuma faixa do disco. 
Com perfeitos riffs e solos que arrepiar os pelos da nuca o CD fica entre os melhores do ano.
Destaque para Under Flaming Skies, Infernal Maze, The Game Never Ends, Event Horizon e Elysium.
Gravadora : Edel Music
Track List :
01 - Darkest Hours
02 - Under Flaming Skies
03 - Infernal Maze
04 - Fairness Justified
05 - The Game Never Ends
06 - Life Time In A Moment
07 - Move The Mountain
08 - Event Horizon
09 - Elysium

Banda : Hammerfall
Disco : Infected
Gênero : Power Metal

Sobre a banda : Hammerfall é um banda sueca de 1992. O Hammerfall foi adaptando ao longo dos anos seu som sendo pra muitos repetitivo de mais. A formula da banda era inicialmente um Power Metal com muita melodia e peso sem que atrapalhasse a música. Então a banda adaptou a seu som muito Heavy Metal clássico deixando-o cada vez menos melódico. Porém, em seus últimos discos a banda tem conseguido unir a sonoridade do Heavy Metal com toda melodia necessária e todos os clichês do Power Metal. A banda está ficando cada vez melhor por isso na minha opinião ela se superou nesse disco.
Sobre o disco : A banda nesse disco fez seu Power Metal de sempre com peso e melodia na medida certa e com alguma influência do Heavy Clássico. A banda teve uma sonoridade boa que poucas bandas tem tido ultimamente, conseguiu fazer o Power/Heavy Metal de sempre só que com riffs mais potentes do que seus discos anteriores. Também é notável que o vocal evoluiu de certo modo. Como sempre o CD leva clichês do Power Metal em geral e em certos pontos um pouco de criatividade, um disco super recomendado para qualquer rocker ou metaller.
Destaque para Patient ZeroBang Your Head (B.H.Y.), One More Time, Dia de Los Muertos, 666 - The Enemy Within e Immortalized.
Gravadora : Nuclear Blast
Track List : 
01 - Patient Zero
02 - Bang Your Head
03 - One More Time
04 - The Outlaw
05 - Send Me a Sign
06 - Dia De Los Muertos
07 - I refuse
08 - 666 - The Enemy Within
09 - Immortalized
10 - Let's Get It On
11 - Redemption


Banda : Matanza
Disco : A Odiosa Natureza Humana 
Gênero : Hardcore Punk, Countrycore

Matanza - Odiosa Natureza Humana - 2011 - capa
Sobre a banda : Matanza é uma das bandas brasileiras que podemos facilmente dizer ser única. A banda mistura um hardcore-punk com riffs muito criativos e agressivos com um Country, Rock and Roll, Punk Rock, um pouco de Heavy Metal e ainda letras sobre beber, ficar bêbado, mulheres, brigar e beber de novo.  
Matanza tem diversas características que só a banda tem (apesar de ser parecidinho com Motörhead, coisa que me agrada na banda). Como o vocal de Jimmy London por exemplo, ou os Riffs e solos de Donida, a agressividade de Jonas e a técnica de China.
Sobre o disco : Matanza estava desde 2006 sem lançar nada menos e para "desempoeirar" a discografia da banda surge A Odiosa Natureza Humana. O disco tem uma pegada Hardcore bem agressiva com riffs e solos bem feitos e dignos do Matanza. O vocal de Jimmy também se superou no disco, A Odiosa Natureza Humana mostrou que London ainda é o mestre na arte do insulto.
Assim como o Hammerfall, Matanza é uma banda que não muda seu estilo de tocar ou de suas letras fazendo os discos parecerem continuações do anterior. Mesmo assim é um ótimo disco de uma das melhores bandas atuais de Hardcore e com certeza a mais criativa por parte de seu gênero músical apesar de não ser inovadora.
Destaque para Remédios Demais, Tudo Errado, Odiosa Natureza Humana, Carvão Enxofre e Salitre, Melhor Sem Você e O Bebum Acabado
Gravadora : DeckDisc
Track List :
01 - Remédios Demais 
02 - Em Respeito Ao Vício 
03 - Ela Não Me Perdoou 
04 - Escárnio 
05 - Tudo Errado 
06 - Saco Cheio e Mau-Humor 
07 - Odiosa Natureza Humana 
08 - Carvão, Enxofre e Salitre 
09 - Amigo Nenhum 
10 - Conforme Disseram As Vozes 
11 - Melhor Sem Você 
12 - A Menor Paciência 
13 - O Bebum Acabado 

Banda : Red Hot Chili Peppers
Disco : I'm with You
Gênero : Funk Rock

Ficheiro:Red Hot Chili Peppers - I'm with You.jpg
Sobre a banda : Red Hot  Chili Pappers é uma banda de Funk Rock americana criada em Los Angeles. Mas o rotulo não para por aí, podemos dizer que Red Hot ceria uma clara mistura entre o Funk, Rock Alternativo, Hard Rock e Punk Rock, apesar de entrar um pouco de Rock Experimental. 
Na banda vemos os notáveis vocais de Anthony Kiedis, os riffs e solos muito bem feitos por Josh Klinghoffer (que substituiu John Frusciante, porém também é muito bom), as facilmente notáveis passagens de baixo por Flea que é um dos melhores baixistas da atualidade e o ótimo trabalho de Chad Smith que se encaixa completamente bem na proposta da banda.
Sobre o disco : Sem duvidas I'm With You é um disco único para a Red Hot Chili Pappers. Mas não a nada a temer se Josh Klinghoffer se assemelha muito ao estilo de tocar de Frusciante, a banda não tem mudanças tão bruscas no estilo. O disco conta, além da proposta original da banda, com muito Groove. O que deixou as faixas únicas e menos repetitivas de uma para outra.
O disco remete uma visão de discos como "By the Way" e "Californication", os discos mais famosos do grupo. 
O Alternative cerca o disco também porém em maior parte do tempo temos o Rock "funkeado" que a banda faz como ninguém.
Destaque para Monarchy of Roses , Ephiopia, Look Around, Did I Let You Know, Police Station, Goodbye Hooray e Dance, Dance, Dance.
Gravadora : Warner Bros. Records
Track List : 
01 - Monarchy Of Roses
02 - Factory Of Faith
03 - Brendan's Death Song
04 - Ethiopia
05 - Annie Wants A Baby
06 - Look Around
07 - The Adventures of Rain Dance Maggie
08 - Did I Let You Know
09 - Goodbye Hooray
10 - Happiness Loves Company
11 - Police Station
12 - Even You Brutus
13 - Meet Me At The Corner
14 - Dance, Dance, Dance


Banda : Burzum
Disco : Fallen
Gênero : Black Metal


Sobre a banda : Burzum é uma banda de Varg Vikernes, onde ele toca todos os instrumentos. E como todos devem saber, Varg Vikernes é um cantor/guitarrista/baixista/baterista/tecladista norueguês. Em 1993 Varg foi sentenciado a 21 anos de prisão por matar Euronymous, ex-guitarrista do Mayhem. Varg também foi acusado de participação no queimamento igrejas, como o lendário templo de madeira de Fantoft, mas nega qualquer participação nos incêndios.
A sonoridade do Burzum fica entre um Depressive Black Metal pelo fato de que a maioria das músicas levarem a introspecção e serem carregadas de niilismo. Burzum também toca músicas ambientes, daí veio o Black Metal Ambiente. 
Mesmo assim Varg é um dos pioneiros do Black Metal e seus derivados.
Sobre o disco : Podemos dizer que o disco é uma mesclagem de "Belus" (2010) e "Det Som Engang Var" (1993) com riffs animais típicos do Black Metal, temperados por linhas vocais dos cantos nórdicos, refrões marcantes, boa atmosfera e passagens de vocais faladas ao envés de cantadas.  
O disco é pequeno, apenas sete faixas, mas prende o ouvinte a seu som até o final do disco.  
Destaque para Jeg Faller, VanviddEnhver Til Sitt e Budstikken.
Gravadora : Byelobog Productions
Track List :
01 - Fra Verdenstreet
02 - Jeg Faller
03 - Valen
04 - Vanvidd
05 - Enhver til Sitt
06 - Budstikken
07 - Til Hel og tilbake igjen 

Banda : Evanescence
Disco : Evanescence
Gênero : Metal Alternativo

Sobre a banda : Evanescence é uma banda de Metal Alternativo americana com apenas três discos de estúdio e um ao vivo. A banda é conhecida principalmente por sua vocalista, Amy Lee que não só canta, como também compõe, toca piano e arpa.
A banda ficou mais conhecida depois que passou pelo Brasil no famoso evento Pop Rock in Rio. 
A banda, mesmo não me agradando, não fez um disco ruim, e praticamente já abandonou o Nü Metal.
Sobre o disco : Em primeiro lugar é obrigatório a retirada do rótulo adolescente de quando Evanescence deu as caras na mídia e escutar o disco como o de uma nova banda.
O Evanescence fez um disco bom, com riffs de verdade, mais agressividade que os anteriores, solos bons e um vocal típico da Amy, que é ótima cantora.
O Evanescence mostra nesse disco que se adaptou para algumas influências eletrônicas porém em pequenas doses e sem prejudicar a música de maneira alguma por permanecer com seu estilo raiz e apenas pequenas influências mais atuais.
Destaque para What you Want, The Change, My Heart is Broken, Erase This, Sick e Swimming Home.
Gravadora : Wind-up Records
Track List :
01 - What you want
02 - Made of stone
03 - The Change
04 - My heart is broken
05 - The Other Side
06 - Erase This
07 - Lost in paradise
08 - Sick
09 - End of the dream
10 - Oceans
11 - Never Go Back
12 - Swimming Home


Banda : Vader
Disco : Welcome to the Morbid Reich
Gênero : Death Metal
Sobre a banda : Vader é uma banda polonesa que faz um Death Metal único e indispensável para qualquer fã de Metal ao Extremo. 
Criticas a falta de inovação da banda vem desde os primórdios quando os mesmos que criticam Hammerfall (pelo mesmo motivo) quiseram mais inovação por parte da banda. Isso não impediu uma longa carreira com diversos discos cheios de peso, agressividade e força. Isso sem falar nos riffs e solos que a banda faz como ninguém.
Sobre o disco : O disco fala por si mesmo. Abundancia de Solos, muito peso, guturais extremos, bateria "metralhadora" tomam conta do disco. Mesmo com apenas um integrante original na banda Vader conseguiu ser melhor do nunca com porradaria desde o primeiro segundo até o último.
É complexo definir o Vader em poucas palavras mas podemos simplesmente dizer riffs bem trabalhados e agressivos, bateria só com porradaria e técnica, baixo cheio de técnica e com muito feeling e é claro um vocal único. Um vocal gutural que manda muito bem na arte do berro.
Destaque para Return To The Morbid Reich, The Black EyeCome And See My SacrificeI Had A Dream, Decapitated Saints e Black Velvet And Skulls Of Steel.
Gravadora : Nuclear Blast
Track List :
01. Ultima Thule
02. Return To The Morbid Reich
03. The Black Eye
04. Come And See My Sacrifice
05. Only Hell Knows
06. I Am Who Feasts Upon Your Soul
07. Don't Rip The Beast's Heart Out
08. I Had A Dream...
09. Lord Of Thorns
10. Decapitated Saints
11. They Are Coming...
12. Black Velvet And Skulls Of Steel

Banda : Symphony X
Disco : Iconoclast
Gênero : Progressive Metal, Power Metal

Sobre a banda : Symphony X é uma banda ótima, ela consegue mesclar o Metal Progressivo com passagens Melódicas do Power Metal, resultando para o ouvinte um som agressivo,  melódico e progressivo.
Os solos e riffs da banda se tornaram uma coisa marcante dos discos e das músicas da banda por serem extremamente bem feitos e trabalhados.
Diferente de outras bandas de Progressive Metal, Symphony X é uma banda onde o vocal não é enjoativo e na maioria das vezes a música não dá tanto sono.
Sobre o disco : Com certeza esse é um dos melhores discos da banda de progressive metal americana Symphony X. 
Riffs animais, agressividade, melodia, solos potentes (chegando a vários em apenas uma música), um vocal único que até tenta algo mais agressivo em Prometheus e não se saiu nada mal.
Há muita coisa pra se falar de um disco assim, o difícil é escolher as palavras. 
Destaque para Iconoclast, Dehumanized, Bastards of the Machine, Children of a Faceless God, Prometheus (I Am Alive) e When All Is Lost.
Gravadora : Nuclear Blast
Track List :
01 - Iconoclast
02 -The End Of Innocence
03 - Eletric Messiah
04 - Prometheus ( I Am Alive)
05 - Dehumanized
06 - Bastards Of The Machine
07 - Heretic
08 - Children Of A Faceless God
09 - When All Is Lost

Nome : Rhapsody of Fire
Disco : From Chos to Eternity
Gênero : Power Metal, Symphonic Metal

Sobre a banda : Raphsody of Fire é atualmente a principal banda do "Power Metal Simfônico". A banda italiana iniciou em 1993 sob o nome de Thundercross, porém dois anos depois o nome foi mudado para apesar Rhapsody, e em 2006 a banda foi obrigada a trocar o nome devido a problemas com direitos autorais, e então surge Rhapsody of Fire.
Hoje em dia a banda apenas tem um integrante original, sendo ele Alex Staropoli, tecladista da banda.Tirando Alex o mais próximo disso é Fabio Lione que entrou na banda em 1997.
Sobre o disco : O disco é inovador porém sem mudanças drásticas no som da banda. As mudanças sonoras começam pelas linhas e pelos solos de teclado de Alex Staropoli que usou alguns timbres eletrônicos para o deleite de alguns e horror de outros. Nada muito exagerado, tudo na medida. O que vemos de mais surpreendente são passagens embrulhadas em um Black Metal sombrio e técnico, orquestrações muito bem feitas.
Destaque para From the Chaos of Eternity, Tempesta di Fuoco, Ghost of Forgotten WorldsAnima PerdutaTornado.
Gravadora : Nuclear Blast
Track List  :
01. Ad Infinitum
02. From Chaos To Eternity
03. Tempesta Di Fuoco
04. Ghosts Of Forgotten Worlds
05. Anima Perduta
06. Aeons Of Raging Darkness
07. I Belong To The Stars
08. Tornado
09. Heroes Of The Waterfalls' Kingdomack List  :
01. Ad Infinitum
02. From Chaos To Eternity
03. Tempesta Di Fuoco
04. Ghosts Of Forgotten Worlds
05. Anima Perduta
06. Aeons Of Raging Darkness
07. I Belong To The Stars
08. Tornado
09. Heroes Of The Waterfalls' Kingdom 

Banda : Dr. Sin
Disco : Animal
Gênero : Hard Rock


Sobre a banda : Dr. Sin é uma das mais conhecidas bandas de Hard Rock brasileiras formada em 1991 e que com apenas três integrantes já conseguiu lançar dez discos de estúdio e cerca de três ao vivo.
Dr. Sin pode parecer muito underground por não ter o devido conhecimento merecido, porém a banda já fez trilhas sonoras de três novelas (sendo elas Chamas da Vida, Amor e Intrigas e Confissões de um Adolescente) e de um filme, além de ter fãs não apenas no Brasil mas no mundo inteiro.
Sobre o disco : Pela décima vez o trio paulista nos impreciona com seu Hard Rock único combinado com Rock Progressivo, um pouco de Heavy Metal Clássico e muito groove, prodigalizando feeling, pratica, trabalho e técnica. 
Falar da qualidade dos integrantes da Dr.Sin é simplesmente chover no molhado, são músicos de mão cheia que não vacilaram em nenhum dos discos da banda. 
Músicas bem trabalhadas e muito bem feitas, sem falar nas composições que o disco leva. 
A música  "The King" é uma homenagem à Dio com uma linha de teclados que segue no estilo "Rainbow in the Dark" do grande Dio.
Animal sem dúvida é um dos melhores discos do ano. Vale a pena sua audição até o ultimo minuto. 
O único defeito do disco é ele ser um tanto repetitivo, por o disco ter sempre a mesma cara. De qualquer jeito esse disco não teria como não estar nessa lista.
Destaque para Lady Lust, U R Deleted, Train of Pain, Play of Tomorrow, Those Days, May the Force Be with You e Ninja.
Gravadora : Laser Company
Track List :
01 - Animal
02 - Lady Lust
03 - U R Deleted
04 - Faster Than a Bullet
05 - Train of Pain
06 - Seven Sins
07 - Pray for Tomorrow
08 - The King
09 - Heroes
10 - Life
11 - Drifter
12 - Those Days
13 - Witness
14 - May The Force Be With You
15 - Ninja

Banda : Anvil
Disco : Juggernaut of Justice
Gênero : Heavy Metal


Sobre a banda : Anvil é uma banda de Heavy Metal meio que injustiçada no Heavy Metal, não tendo conseguido o sucesso merecido pela qualidade sonora da banda. Os canadenses do Anvil iniciaram sua carreira com discos com muito potencial e técnica. Porém ao longo dos tempos Anvil acabou sendo esquecida, a verdade é que o Anvil foi levemente perdendo a qualidade do inicio. Pelo visto nos últimos discos a banda vem recuperando sua essência que havia aos montes nos primórdios da banda.
Sobre o disco : Juggernaut of Justice é consequencia da fama que Anvil vem arrecadando últimamente, principalmente por causa do filme documentário lançado pela banda. Juggernaut of Justice é um disco melhor trabalhado e mais distribuido do que o esperado.
O som fica com um heavy metal clássico com boas dosagens de Hard Rock e com muito Speed Metal, do jeito que a banda faz desde seus primordios. 
No disco vemos vários tipo de faixas, desde mais rápidas e potentes até mais ritmicas e climáticas.
As guitarras se elevaram para algo mais potente e com riffs e solos mais trabalhados e empolgantes. Os vocais estão bem melhores nesse disco, sendo beneficiados pela gravação bem mais corpulenta do estúdio, os refrões estão grudantes (no bom sentido) e bem bolados assim como a dosagem entre agúdos e a comum voz "hard rockiana". A bateria de Robb Reiner mais uma vez ganham destaques, não pela técnica do baterista mas sim pela pegada, pela vontade. Sem contar com o baixo que nesse disco se torna mais técnico, bem trabalhado e empolgante.
Destaque para When Hell Breaks Loose, New Orleans Voodoo, FuckenEh, This Ride, Conspiracy e Paranormal.
Gravadora : The End Records
Track List :

01 - Juggernaut of Justice
02 - When All Hell Breaks Loose
03 - New Orleans Voo Doo
04 - On Fire
05 - Fukeneh!
06 - Turn It Up
07 - The Ride
08 - Not Afraid
09 - Conspiracy
10 - Running
11 - Paranormal
12 - Swing Thing
Bônus :
13 - The Station
14 - Tonight is Coming
15 - What I Want To Be


Banda : Opeth
Disco : Heritage
Gênero : Metal Progressivo, Rock Progressivo

Sobre a banda : Opeth é uma banda sueca no mínimo criativa. A banda em geral faz um Death Metal Técnico com passagens ou influências de vários estilos como música erudita, Blues, Jazz, Folk e principalmente música progressiva. Grande parte das composições da banda possuem passagens ou bases feitas por violões. 
A banda abandonou seu estilo raiz em seu último disco fixando unicamente no Metal e no Rock Progressivo com muita influência do Jazz Fusion e de música erudita. Deixando de lado o Death Metal, os guturais e as passagens extremas que a banda fazia.
Sobre o disco : O novo disco do Opeth provavelmente fará uma barreira de gostos entre os fãs, aquele grupo que uniu com perfeição Death Metal com Rock Progressivo não existe mais. A banda agora se fundamentou unica e propriamente no Metal Progressivo e no Rock (Progressivo). 
As influências de Jazz, Progressivo e música erudita deixaram de ser influências para se tornarem parte da banda. Não há mais guturais ou passagens extremas, não há mais Death Metal.
Mesmo assim a banda continua ótima, com faixas instrumentais bem trabalhadas, vocais bem feitos e suaves, além da ousadia e coragem da banda de trocar seu estilo não pensando no que vão achar mas no que eles mesmos acham.
A única música Death Metal puro, com guturais e diversas passagens extremas é a bônus Face in the Snow lá pelos dois minutos de música.
As influências provavelmente são no Jazz Fusion (obviamente) e no rock progressivo setentista como Jethro Tull e Wishbone Ash.
Destaque para The Devil's Orchard, I Feel the Dark, Nepenthe, Famine, Folklore e a bônus Face in the Snow
Gravadora : Roadrunner Records
Track List :
01 - Heritage
02 - The Devil's Orchard
03 - I Feel The Dark
04 - Slither
05 - Nepenthe
06 - Haxprocess
07 - Famine
08 - The Lines In My Hand
09 - Folklore
10 - Marrow Of The Earth 
Bônus :
11 - Pyre
12 - Face in the Snow

Banda : Metallica/Lou Reed
Disco : Lulu
Gênero : Spoken Word, Metal Experimental


Sobre a banda : Metallica é uma banda norte americana que iniciou no Thrash Metal cru em seu primeiro disco (Kill Em' All), o segundo disco se chamava Ride the Lightning e era menos Thrash mas sem sair do estilo, o terceiro disco (Master of Puppets) seguiu o estilo do primeiro, mas foi nessa época que Dave Mustaine (guitarra) foi expulso por problemas com drogas e bebidas vindo mais tarde a formar o Megadeth. O quarto disco foi And Justice for All... sendo mais progressivo mas sem abandonar o Thrash. A partir daí a banda decidiu escolher um estilo mais leve e comercial, assim nasceram Black Album, Load, Reload e o desastroso St. Anger (que na verdade era Nu Metal). A banda voltou às raízes com Death Magnetic e então lançou Lulu em parceria com Lou Reed.
Já Lou Reed é o ex-guitarrista da banda de Rock Experimental Velvet Underground.
Sobre o disco : Caso você seja um fã de Metallica que desconhece Lou Reed há uma grande chance de detestar o disco, mas caso seja "acostumado" com o ex-lider da Velvet Underground provavelmente vai gostar do disco. 
O que irrita muitas pessoas nesse disco é que Lou Reed discursa ao envés de cantar. Mesmo assim pode agrada-lo. 
Lou Reed canta/discursa em uma base instrumental que talvez possa ser heavy metal clássico com algo bem experimental.
Lulu vem com ótimos riffs, solos e backing vocals de James Hetfield junto com bases hipnóticas e bem feitas que acabam prendendo o ouvinte. Além de ótimas letras baseadas na peça homônima de Frak Wedekind com muito conteúdo sexual e sarcasmo, deixando muito legal acompanhar as letras junto com a música. 
Mas nem pense que vai ouvir Lulu uma ou duas vezes e vai decidir amar ou odiar, é um disco complexo que merece mais audições para digerir sua mensagem. É um disco que eu apreciei, gostei e recomendo.
Destaque para Brandenburg Gate, The View, Pumping Blood, Iced Honey e Junior Dad.
Gravadora : Warner Bros, Vertigo
Track List :
01 - Brandenburg Gate
02 - The View
03 - Pumping Blood
04 - Mistress Dread
05 - Iced Honey
06 - Cheat On Me
07 - Frustration
08 - Little Dog
09 - Dragon
10 - Junior Dad

Banda : Reverendo
Disco : Palhaço Maldito do Rock Brasileiro
Gênero : Hard Rock

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Sobre a banda : Na verdade, Reverendo é a carreira solo do ex-baixista da banda de Hard Rock Exxótica cujo o pseudônimo é Reverendo Marcelo Rossi. 
No final da banda Exxótica o Reverendo falou no orkut sobre uma possivel carreira solo que estaria por vir, e veio. Daniel (ex-guitarrista do Exxótica) o fiel companheiro de Marcelo (Reverendo) não poderia ficar de fora, assim Daniel toca todos os instrumentos (tirando o baixo) na carreira solo de Reverendo.
Um Hard Rock muito legal e com muito humor e sarcasmo. Chegando muitas vezes a lembrar bandas como o W.A.S.P. por exemplo.
Sobre o disco : Após o fim da Exxótica o vocalista Reverendo prometeu uma carreira solo, os fãs ficaram ansiosos e a promessa finalmente saiu do papel. Obviamente a ajuda veio de seu fiel companheiro Daniel (ex-guitarrista do Exxótica) e que tocou todos os instrumentos com a exceção do baixo que é tocado pelo próprio Reverendo. Marcelo (Reverendo) apostou em músicas mais pesadas do que o Exxótica, no estilo das músicas o Maior Filho da Puta do Brasil, Porcos no Quintal e Super Herói Favorito (algumas poucas músicas do Exxótica que são cantadas pelo Reverendo). O disco também apostou em letras mais sarcásticas como Chutando o Saco de alguém e Genro Canalha (que abrem o disco). O disco também conta com O Homem do Bisturi que é provavelmente a melhor música do disco lembrando muito bandas como W.A.S.P. ou Skid Row (mas de fato mais pesadas). Seguida pela desnecessária instrumental O Terrível Encontro Frente a Frente que abre para a empolgante e pesada Voltando do Inferno e a discursada faixa-título.
Além disso há a música Teu Olhar (versão demo) e um remix hilário de Porcos no Quintal cantado por Reverendo e pelo Bebê maldito, com direito ao "Funk do Bebê)
Destaque para Chutando o Saco de Alguém, O Homem do Bisturi, Voltando do Inferno e o remix de Porcos no Quintal.
Gravadora : Independente 
Track List : 
01 - Chutando o Saco de Alguém
02 - Genro Canalha
03 - O Homem do Bisturi
04 - O Terrível Encontro Frente a Frente
05 - Voltando do Inferno
06 - Palhaço Maldito do Rock Brasileiro
07 - Teu Olhar (Versão Demo 2006)
08 - Porcos no Quintal (feat. Bebê Mutante)

Banda : Chickenfoot
Disco : III
Gênero : Hard Rock

Sobre a banda : Chickenfoot é uma banda única, como um time de seleção onde alguns dos melhores instrumentistas do rock participam formando um som mais do que magnifico. A banda é composta por Sammy Hagar (vocal, ex-Van Halen, Motrose), Michael Anthony (baixo, ex-Van Halen), Joe Satriani (guitarra, ex-Deep Purple) e Chad Smith (bateria, Red Hot Chili Peppers). 
A banda aposta em um Hard Rock muito bem feito, com muito humor, composições simples e o que há de melhor no Rock and Roll.
Sobre o disco : Chamar o segundo disco de III pode ser uma piada bem velha mas não deixa de ser engraçada.
III apostou, assim como o primeiro disco, no que os integrantes faziam em suas bandas originais ou carreiras solos. Refrões e riffs grudentos, composições simples, solos mais humildes, instrumentos (em geral) retos (sem modificação ao redor da música na maioria das vezes) e uma pegada bem Rock and Roll.
Ao ouvir músicas como Last Temptation e Alright, Alright é impossível ficar parado. A experiencia do grupo é algo admirável, principalmente por eles serem grandes instrumentistas, alguns dos melhores do rock.
Diferente das bandas (ou projetos) dos artistas Chickenfoot não é conhecida por seus Riffs e Solos. Mas pela sua pegada Rock and Roll. 
Destaque para Last Temptation, Alright, Alright, Up Next, Come Closer, Big Foot e Something's Gone Wrong.
Gravadora : E1 Music, EarMusic
Track List : 
01- Last Temptation
02- Alright, Alright
03- Different Devil
04- Up Next
05- Lighten Up
06- Come Closer
07- Three and a Half Letters
08- Bigfoot
09- Dubai Blues
10- Something Going Wrong


Banda : Unearthly
Disco : Flagellum Dei
Gênero : Black Metal

Sobre a banda : Unearthly é uma banda carioca de Black Metal formada em 1998, que sempre viveu no underground porém conseguiu com esse último disco achar-se em um certo conhecimento na mente de certos headbangers brasileiros. 
A banda já tem cinco CD's e dois demos além de 13 anos de estrada. Merece o seu respeito. Então se não conhece, conheça.
Sobre o disco : Dedilhados melancólicos anunciam a chegada de um dos melhores discos do ano. De arrepiar. Uma coisa que muitas bandas tentam e nunca conseguem... Atingir a perfeição. Unearthly finalmente conseguiu.
A mesclagem entre Black Metal e Death Metal (que a banda sempre fez com perfeição) alcançou um novo grau. 
Flagellum Dei merece inúmeros elogios não só pelo seu som, mas também pela coragem e determinação da banda a lançar um disco de tamanha perfeição. E também merece elogios pela gravação, a banda gravou o disco no renomado Hertz Studios (na Polônia) que de fato engrandeceu o trabalho do grupo carioca.
Chamar Steve Tucker (ex-Morbid Angel) para a faixa Osmotic Haeresis (Part II) foi uma ideia simplesmente esplendida, muito bem colocada para a faixa. 
Um mar de sangue desde as primeiras dedilhadas até as últimas. As mesmas dedilhadas que iniciam a obra dão o fim à ela.
Destaque para Baptized in Blood
Gravadora : Shinigami Records
Track List :
01. Seven Six Two
02. Baptized in Blood
03. Flagellum
04. Black Sun (Part I)
05. Osmotic Haeresis (Part II)
06. My Fault
07. Eye for an Eye
08. Lord of All Battles
09. Limbus
10. Insurgency
11. Exterminata


Banda : Anthrax
Disco : Worsihip Music
Gênero : Thrash Metal


Sobre a banda : Anthrax é daquelas bandas que deram certo mesmo com tudo para dar errado. Uma banda sem duvida única. Que conseguiu consagrar e deixar vivo o Thrash Metal mesmo nas épocas mais difíceis. A banda iniciada em 1981 fez o oposto do que todos esperavam, mesmo que dissessem ser uma música horrível, rápida e barulhenta isso só dava mais animo para os jovens.
Em1991 (com 10 anos de vida) o Anthrax fez uma coisa quase que impossiível para a época! Juntou uma banda de Thrash Metal com os Rapers do Public Enemy, o que todos acharam que iria dar errado deu certo, assim como toda carreira deles.
Sobre o disco : Novamente Joey Belladonna volta para a banda! Todos sabem que o Anthrax tem uma troca danada de integrantes. Sai Neil Turbin, entra Belladonna, sai Joey Belladonna, entra John Bush, volta Joey Belladonna, sai Joey Belladona, entra Dan Nelson, sai Dan Nelson, volta Jey Belladonna. Espero (assim como os fãs de Anthrax) que essa seja definitiva, por que ninguém combina mais com o anthrax do que Joey Belladona.
O disco é sem dúvida um dos grandes na carreira dos americanos. Em nossa primeira audição vemos algo como os riffs empolgantes, pesados e trashers de Persistence of Time (1990), algo como a modernidade de We've Come for All (2003)e uma sonoridade até parecida com State of Euphoria (1988).
De longe, é impossível não destacar os vocais de Belladonna. Simplesmente perfeito, abordando tanto o Thrash quanto o Heavy, os riffs não ficam por traz, um destaque em cheio na criatividade e na execução de riffs trashers, criativos e matadores. 
Está certo que a banda usou alguns apelos comerciais mas mesmo assim não tiraram o brilho de uma grande obra desse patamar. Um retorno triunfal que merce a audição.
Detaque para Earth on Hell, Fight Em Till You Can, In The End, The Giant, Judas Priest, Crawl e Revolution Screans.
Gravadora  : Nuclear Blast, Laser Company
Track List :
01. Worship (intro)
02. Earth On Hell
03. The Devil You Know
04. Fight 'Em Til You Can't 
05. I’m Alive
06. Hymn 1
07. In The End
08. The Giant
09. Hymn 2
10. Judas Priest
11. Crawl
12. The Constant
13. Revolution Screams

Banda : Iced Earth
Disco : Dystopia
Gênero : Heavy Metal, Power Metal

Sobre a banda : Na ativa desde 1985, Iced Earth pratica uma única mistura entre Heavy Metal, Thrash Metal e Power Metal. A banda é conhecida pela maioria dos bangers em todo mundo, principalmente por causa de seu ex-vocalista Tim "Ripper" Owens que tem (atualmente) uma das melhores vozes do metal, sem exagero, o cara é bom mesmo.
Atualmente a banda segue com o vocalista Stu Block no vocal, o vocalista tem uma grande semelhança com a voz de Matthew Barlow, além de ter uma boa influência de Russel Allen (Symphony X), Bruce Dickinson (Iron Maiden, Ex-Samson), Frank Zappa, Frank Sinatra e Rob Halford (Halford, Judas Priest).
O Iced Earth está há quase uma década sem um vocalista "fixo", a banda necessita de membros fixos. E esperamos que assim seja.
Sobre o disco : Direto do grupo canadense Into Eternity (de Death Metal) surge Stu Block, o mais novo vocalista do Iced Earth. Sem via das dúvidas um grande vocalista, consegue unir com toda força os vocais de Matt Barlow com os de Tim "Ripper" Owens e ainda dar um toque único.
Os riffs agressivos e melódicos bem com toda perfeição, acho que o único defeito dos riffs é que chega a ser extremamente grudante em algumas faixas. Há uma óbvia dificuldade na audição do baixo, que pode ser recompensada por poucas faixas onde ele é audível. Brent Smedley está em sua melhor forma, alternando entre batidas climáticas e agressivas.
Um disco sem dúvidas indicadíssimo.
Destaque para Dystopia, Anthem, Anguish of Youth, Dark City, Days of Rage e Tragedy And Triumph.
Gravadora : Century Media
Track List :
01 - Dystopia
02 - Anthem
03 - Boiling Point
04 - Anguish of Youth
05 - V
06 - Dark City
07 - Equilibrium
08 - Days of Rage
09 - End Of Innocence
10 - Tragedy And Triumph

Banda : Destruction
Disco : Day of Reckoning
Gênero : Thrash Metal


Sobre a banda : Destruction é uma banda de Thrash Metal alemã muito lembrada quando se fala de Thrash Metal. Apesar de alguns headbangers considerarem-a uma banda underground passa longe disso. A banda tem  sucesso mas merecia muito mais.
Ela está presente no Big Four Alemão e é a mais lembrada quando as palavras Heavy/Thrash Metal e Alemão/Alemanha estão juntas em uma frase.
Sobre o disco : Assim como os outros discos de Thrash Metal do Destruction esse disco é rápido, agressivo e matador.
Segue a linha dos outros discos do Destruction e modifica um pouco em seus riffs os tornando mais agressivos e criativos.
Uma sonoridade simples, brutal e criativa é o lema deste novo disco da lenda do Thrash Metal alemão.
Não há muitas modificações na sonoridade do grupo alemão. Mas há muita criatividade, principalmente em riffs e solos.
Destaque para Hate Is My FuelArmageddonizerDay Of ReckoningThe Demon Is God, Destroyer Or CreatorSheep Of The Regime.
Gravadora : Nuclear Blast
Track List :
01 - The Price 
02 - Hate Is My Fuel 
03 - Armageddonizer 
04 - Devil’s Advocate 
05 - Day Of Reckoning 
06 - Sorcerer Of Black Magic 
07 - Misfit 
08 - The Demon Is God 
09 - Church Of Disgust 
10 - Destroyer Or Creator 
11 - Sheep Of The Regime 

Banda : Queensrÿche
Disco : Dedicated To Chaos
Gênero : Heavy Metal, Progressive Metal


Sobre a banda : Queensrÿche é uma indispensável banda que mescla (quase) com perfeição o Hard Rock com o Progressive Metal mais bem trabalhado. Iniciada em 1981 a banda já conta com cerca de onze discos de estúdios e continua na ativa. 
Com seus riffs mais do que perfeitos, sua mesclagem do Hard e do Progressive (Metal), sua ousadia e agressividade nunca pecavam até ano passado...
Sempre ousada, a banda parecia nunca errar. Dando seus tiros certeiros mas que acabaram acertando a pomba errada.
Sobre o disco : Quando o Queensrÿche dava uma de 'experimental' o tiro sempre era certeiro. Podemos ver isso no Empire (1990) ou Promised Land (1994) mas pelo visto algo afetou o Queensrÿche nesse último disco. Aquele Hard Rock misturado com Heavy Metal e Progressive que a banda fazia com perfeição mudam para algo que beira o Progressive, e em certas faixas chega próximo ao New/Alternative Metal.
O disco inicia com Get Started, que está longe de ser ruim. Ela eleva as expectativas dos fãs e mostra um Hard Rock bem clássico. Porém segue com a pavorosa Hot Spot Junkie que mais parece Nu Metal, apesar de beirar muito o Alternative ou Post-Grunge. O disco segue com músicas fracas e chatas até a 'grooveada' Higher - que conta com uma belíssima participação de saxofone. Passa por músicas mais 'mornas' até Broken, a empolgante At The Edge e a intensa Hard Times. Passa por diversas faixas alternativas tentando ser agressivas e clássicas. Disco dispensável, mas não precisava ser assim...
Destaque para Get Started, Higher, Broken, At The Edge, Hard Times e Big Noize.
Gravadora : Loud & Proud Records
Track List :
01 - Get Started
02 - Hot Spot Junkie
03 - Got It Bad
04 - Around the World
05 - Higher
06 - Retail Therapy
07 - At the Edge
08 - Broken
09 - Hard Times
10 - Drive
11 - I Believe
12 - Luvnu
13 - Wot We Do
14 - I Take You
15 - The Lie
16 - Big Noize